- ela: você sabe que quando eu falo que é sério, nunca é realmente sério.
- ele: eu sei que é, seu olhos brilham quando o vê.
- ela: meus olhos nunca disseram nada, eles sempre foram vazios, desprovidos de sentimentos. sei que não foi o brilho dos meus olhos que lhe remeteu a essa conclusão.
- ele: você parece estar plena quando ele está por perto.
- ela: não existe plenitude na vida.
- ele: por que você o quer tanto? ele não merece nem um único fio de cabelo seu, não sejamos hipócritas.
- ela: e quem disse que o quero?
- ele: e quem disse que você não o quer?
- ela: você não é tão esperto quanto parece.
- ele: mas sou esperto o suficiente pra perceber que você o ama.
- ela: pra que essa conversa?
- ele: você era minha.
- ela: mas você nunca foi meu. eu queria reciprocidade, e isso você não podia me dar.
- ele: eu errei e já me desculpei.
- ela: mas não mudou, irá continuar errando.
- ele: realmente, não mudei. antes eu te amava, hoje continuo amando.
- ela: nunca duvidei do seu amor.
- ele: então por que não me concede outra chance?
- ela: porque não tenho mais forças pra ser magoada outra vez.
- ele: não te magoarei.
- ela: não tenho como comprovar. além disso, não te amo mais… é sério
ele deu um leve sorriso, quase imperceptível, seu coração havia voltado a bater. “é sério”, ele sabia que não era. - ele: não desistirei de você.
- ela: não desista.
então, ela saiu.
(suian andrade)
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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